top of page

Nestas frestas vou a procura do que me compõem, me escorre, me alimenta.
Aqui você vai encontrar artigos e reflexões sobre corpo, sistema nervoso, terapia de experiência somática, regulação emocional. O que se encontra e o que escapa por entre as frestas dos nossos sentires.


// Honestidade Radical, por todas as nossas relações.
“Mas, antes de tudo isso, eu tenho que me perdoar. Por ter ido embora de mim mesma.”


Entregar-se. O que a insônia nos revela.
Para conseguir fechar os olhos à noite, se entregando ao mistério, não precisamos da narrativa, precisamos da sensação. E aqui, tolerância ao mistério é marcador de estados de segurança.


// Começar pelos pés
Se a vida é coisa que a gente inventa pra viver, deixe-me lembrar a mim mesma de inventar quantos olhos precisar.


// Pausar em segurança,
A segurança é o terreno da cura. Sem ela, o corpo permanece dividido e preso - entre o impulso de seguir e a necessidade de se proteger.


// Eu tinha chamado aquilo de Fé
Os poderosos ventos do fim do mundo, vindos da Terra do Fogo, chegaram desarrumando o que estava em fixada ordem e igualmente pronto para perder seu lugar ideal e dar passagem ao mistério. O inverno toca com grandiosidade os limites do corpo. Vai descobrindo nos dedos as concavidades quentes. Tocando poesia úmida, com gosto escuro e bastante doce. Para sentir o calor do inverno são necessários os ossos. Porosos como as noites de lua cheia e incorruptíveis como o testemunho do


// Coisa solitária.
Coisa solitária. Na mais primária de minhas linguagens é assim que definiria um Luto: coisa solitária.


// Aos invisíveis
O que fica tem forma de barulho de casca de pão: invisível. Ao silenciar-se e encostar o ouvido, pode ouvir, jamais ver.


// Não dá para ir sem (se) partir
Na linearidade do calendário gregoriano não fazem trezentos e sessenta e cinco dias daquele outro dia. Precisei ser lembrada por outra mulher. O Direito ao Tempo. A mão dela tocou a minha quando veio ajudar a juntar pedaços. Me deixei cair tentando carregar mais do que conseguia. Chorei de alívio. Enquanto colávamos fragilidade e força, ela nomeou o novo objeto de paz. Chamamos de pazinha. Porque às vezes o diminutivo tem tanta grandeza que precisa daquele inho no final para


// Costura-te
Esse é aquele milagre que um dia escrevi no espelho pedindo que acontecesse.


// Para minha avó Elisa,
O fio do sonho me deslizou suave e bonito por entre os dedos.


// Silêncio
Do topo da montanha, fecho os olhos e foco minha dor no consolo desse silêncio.


// Corpo é o Agora
Antes ou depois. Entre as pernas, Corpo, é agora.


// O processo é Gerúndio
As janelas abrem-se e fecham-se tantas vezes ao longo desse espiral que chamamos tempo. O processo é gerúndio.


// Pelo Amor: Salvar-se.
As paredes úmidas escorrendo água. As sete noites que não durmo e, ainda assim, sou salva.


// Uma casa de Vínculos
Dessa vez não. Não estou disposta a empilhar-me sozinha. Pariu-se uma casa de vínculos.
bottom of page

